domingo, 24 de julho de 2011

Vou-me embora...

Hoje acordei num daqueles dias em que se deseja arduamente ir-se embora pra Pasárgada. Aqui definitivamente não sou feliz!!!
Resolvi desertar do meu mundo, desse mundo tão pequeno que pertence à minha insignificante pessoa, afinal não quero chegar ao ano de 2031 e perceber que não sou livre e que estou morrendo de falta de ar e depressão.
Papo bravo! Meio tensa hein, tia! Diria Carolina, cheia das gírias da juventude!
Aliás esse “lance” de gíria deveria ficar somente entre a juventude, afinal não quero ser expulsa de nenhum outro recinto por “Insubordinação Mental”, deixa isso só pró Drummond...que foi um cara positivo prá caralho, com suas pedras no caminho. E ele tava careta, o lance das retinas fatigadas era só pra dar o tom de drama!
Hoje como diria Nathalia, resolvi ligar o botão do “foda-se”! Isso mesmo, afinal depois de estudar um gregozinho cujo nome é Epícuro, em ocasião de um seminário lá da Facul, descobri que nossa felicidade está diretamente ligada a quantidade de “foda-se” que somos capazes de emitir em alto e bom som, nos processos e ciclos da vida.
Aliás, o meu ciclo se fechou! Refletindo em minúcias e pormenores, cheguei a conclusão absoluta que eis o meu momento freudiano de dizer com a cabeça erguida:
_ Agora “foda-se”!
Não posso obrigar ninguém a entender Epícuro, tampouco o que se passa em minha cabecinha povoada de quimeras fabulosas, então o legal mesmo é mandar todos aqueles que insistem em julgar, diminuir e menosprezar os outros irem pra Pasárgada no meu lugar!!!
Da minha vida cuido eu, só eu sei os meus motivos e sabe o que também ando percebendo?! Quem insiste em julgar os outros sempre tem uma coisinha pra esconder. Falo com autonomia nietzcheana de quem “quase” chorou!
A final como diria o poetinha filho:
“Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.”
Ah! Só pra terminar esse lance de quem quase vive... Nem fudendo, afinal sou fruto de meus sonhos sem razão, dos amores inventados e mal resolvidos, dos impulsos de instantes, como diria Rodrigo, sou Inconstante.
Enfim ame-me ou deixe-me, só não se esqueça que ambos somos unidades de uma espécie rara quase em extinção o “demasiados homo sapiens”!

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