domingo, 25 de setembro de 2011

Ás vezes eu quero chorar...


Domingo, um dia naturalmente desprendido de grandes emoções.
Acordo com o telefone tocando, um sms dizia:
_ “Bom dia minha linda, beijos”!
Eram realmente os beijos que eu desejava acordar?
Não sei ao certo.
Levanto da cama, pessoas que amo já estão prontas para partir, a casa vai ficar mais vazia, vai estar mais em silêncio, vai estar mais fria.
Meu filho me abraça contente, mãe hoje vou para casa de meu pai, quase posso tocar sua alegria. Seus olhos brilham!
E a casa se preenche de mais vazio, de mais silêncio, de mais frio.
Acabo de fazer aquelas atividades domésticas que dão tanto prazer num dia desses, tomo meu remédio, na verdade são dois comprimidos tão grandes que ainda parecem navegar em meu estômago.
Então vou almoçar, a comida não desce, o silêncio aumenta, o vazio aumenta, a tristeza cresce devagar andando lentamente a meu redor.
Deito em meu quarto, então percebo que sentir é uma coisa localizada entre o fígado, o estômago e o esôfago...
Ás vezes eu quero chorar...ou sumir lentamente até perder a forma física!

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